quinta-feira, 27 de maio de 2010

“Um dia eu paro...”

Tabaco! Assunto que tem assunto pra falar. Muito já se discutiu e debateu sobre isso, mas é um tema de extrema importância, principalmente quando se trata de saúde pública.

No final do século 19, apenas 1% dos usuários de tabaco fumava cigarros, a maioria mascavam o fumo. Porém em 1880, o americano James A. Bonsack inventou uma máquina que conseguia enrolar 200 cigarros por minuto! Pronto, começa então a era dos cigarros.

“Em 1900, o consumo anual americano era de cerca de 2 bilhões de cigarros; em 1930, chegou a 200 bilhões. As duas guerras mundiais, que afrouxaram a oposição ao cigarro, a urbanização acelerada, a criação do mercado de massa e a expansão do mercado de trabalho, criaram as condições para que a epidemia do fumo se espalhasse pelo mundo, envolta em glamour por Hollywood, como símbolo de modernidade.” Fonte: O Cigarro, Mário César Carvalho.
                                            
As propagandas do quanto era “legal” fumar começam a surgir de uma forma espantosa em todas as mídias, desde rádio e TV até outdoor e revistas! Homens bonitos exibindo saúde perfeita e mulheres belas e jovens com cigarros na mão era símbolo de auto afirmação.

Mas a preocupação com os malefícios do cigarro começaram bem antes! Estudos e análises diversas foram feitas para que a população se conscientizasse de que fumar não faz bem a saúde. No intuito de ajudar e reafirmar ainda mais esse mal, Roberto Carlos, em 1964, cria a música “É Proibido Fumar”. Gravada e regravada por muitos artistas, o grupo Skank tem uma das melhores versões atualmente.

O cenário muda, o número de fumantes no mundo cai, as propagandas tomam outro rumo, leis anti fumo são criadas e ainda vivemos num mundo que é possível ver um absurdo desses: um bebê de apenas dois anos de idade fuma 40 cigarros por dia com o aval seu maior incentivador: seu próprio pai. Como impedir esse incentivo?

A Organização Mundial de Saúde, OMS, instaurou o 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco. Criado com o objetivo de alertar a população mundial sobre as causas do uso do cigarro e das doenças que ele causa, a próxima segunda feira servirá, mais uma vez, pra mostrar o quanto o mundo está preocupado com esse mal que assola a todos.

A você fumante, repense seus conceitos e aos não fumantes, não sejamos coniventes com pessoas amadas que estão destruindo a cada dia suas vidas e consequentemente as nossas. Sempre é hora de mudar, por mais que seja difícil!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Profissão Repórter + A Liga = Programação de qualidade

Quando se trata de informação e conteúdo sempre buscamos o mais confiável e que passa uma credibilidade maior. Criado em 2008, o Profissão Repórter pela Rede Globo inovou trazendo, ao grande público, matérias com jovens jornalistas que acabaram de se formar.

Qual foi a jogada para terem a aceitação que tiveram? O trabalho de um jornalista é muito especulado por todos. Muitos acreditam que a vida de um repórter seja um mar de rosas, mas então vem Caco Barcelos mostrar “diferentes ângulos da notícia, com a ajuda de jovens repórteres”. Todos vêem que não é tão fácil quanto parece e ficam fascinados. Bingo, sucesso na certa! Até hoje não conheci ninguém que falasse que não gostava do programa que vai ao ar as terças à noite.

Temas interessantes e de impacto são mostrados de uma forma diferente. Repórter chorando? Assustado? Feliz? Torcendo por uma pessoa? Quando você vê isso na TV da forma tão explícita quanto nesse programa? Não estou falando que nós jornalistas somos um poço de insensibilidade, a questão é que somos “obrigados” a passar a notícia da forma mais imparcial possível, sem se envolver com nada.

Agora mais uma novidade: “Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto. Ao participarem de um mundo do qual nunca fizeram parte, a indiferença vai embora.”. É assim que A Liga, programa que estreou na Band este ano e também vai ao ar nas terças à noite, se define. Apresentado por jornalistas e artista, o programa busca esse completo envolvimento com as histórias que pipocam na nossa frente e preferimos não nos meter.

Sem sombra de dúvida são programas de excelente qualidade e feito por quem sabe fazer. Às vezes uma nova era de se fazer TV esteja surgindo, então prepare a pipoca e se ajeite no sofá porque a sua programação de terça à noite já está garantida.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os três “P”

De quem é a culpa? Perdi o sono outro dia e acabei vendo um filme que me intrigou bastante e me fez pensar muito na vida que levamos atualmente. Jovens universitários, cada um com uma história de vida diferente que acabam se envolvendo em uma trama armada pela polícia do Rio de Janeiro. Opa, peraí! Isso é filme ou realidade?

A cada dia vemos mais casos de policiais envolvidos em escândalos absurdos, isso porque, com certeza, tomamos conhecimento apenas de uma parte das atrocidades cometidas por eles. Profissionais que tem por obrigação defender o cidadão estão mudando de lado? Extorsão, chantagens, ameaças, corrupção, a lista não tem fim. Mas muito se fala, muito se questiona e pouco se faz.

E a culpa, será que é só deles? E o poder público, onde entra nessa história? Eles ainda não perceberam a extrema importância desses profissionais para a população, por isso pagam pouco, não existe remuneração adequada muito menos reconhecimento e treinamento adequado.

Ainda falta um terço da parcela de culpa nisso tudo: a população! Colocam no poder pessoas que não tem capacidade para exercer tais cargos e ainda não fazem o papel de cobrar ações diferenciadas; são coniventes com tantos exageros, além de ceder as mais ridículas e absurdas vontades.

Pronto, e agora?
Eu, população!
Eu, poder público!
Eu, polícia!
Quais atitudes tomar para mudar esse cenário?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Antes dominados por eles?!?!

É muito engraçado esse mundo do futebol!!! Um universo considerado masculino tem, a cada dia, ganhando mais adeptas. Mas até onde nossos homens brutos, rústicos e sistemáticos aceitam essa entrada, de nós mulheres, no mundo dominado por eles? Nasci e cresci escutando, indo ao campo e torcendo por onze jogadores atrás de uma bola! Era a única menina que entendia e gostava de futebol! Enquanto todas da minha turma estavam planejando irem ao próximo show do BackStreet Boy´s ou dos Hanson´s, eu pensava no próximo jogo no Mineirão.

Agora, o que mais me intriga nisso tudo é quando assisto a um jogo do meu time do coração, ou qualquer outro, e acabo soltando um palavrão daqueles. Isso num bar, restaurante ou até mesmo no campo. O olhar de espanto que recebo de todos os homens que estão ao meu lado é inevitável. Mas o que eu fiz? Nada, só repeti um palavrão que às vezes eles soltaram há 10 segundos. Tenho a fama de ser um “pouco homem” nesse aspecto. Xingo a mãe do juiz quando marca um impedimento que não existiu, o técnico quando faz uma mexida errado ou o atacante quando perde um gol debaixo da trave!!!

O olhar de desconfiança é também outro aspecto predominante em algumas situações. Quando falo com propriedade que um zagueiro tem que ser expulso porque derrubou o último homem ou que algum atacante não está jogando nada por falta de um meia de qualidade, os olhares se dividem. Será que é isso mesmo? Será que ela está falando porque escutou de alguém? Ah, ela deve estar blefando, mulher não entende nada de futebol!!! Tenho certeza que esses são alguns dos pensamentos que passam na cabeça deles.

E as mulheres? Ah, as mulheres! Elas se divertem com isso. Vejo as risadas, os comentários e me arrisco a dizer que muitas tem vontade de entender um pouco mais sobre esse mundo futebolístico, mas as vezes por falta de oportunidade não interagem mais.

Vivemos no Brasil onde se respira futebol em todos os cantos; estamos em ano de Copa, o mundo sente futebol. Para conhecer um pouquinho mais sobre esse fascinante mundo, veja aqui. Agora é só torcer. Então, bom jogo a todos!!!

Por que um blog?

Certo dia assistindo uma palestra sobre Mídias Digitais com Marcelo Tas descobri que precisava de me interagir ainda mais com o mundo e resolvi criar um Twitter. O Facebook já havia criado uma semana antes por questionamento de um amigo. Agora, um blog foi numa conversa de bar que me falaram que precisava escrever, afinal “você é uma jornalista que não está trabalhando!". A realidade bateu na porta, por isso começo hoje a escrever para vocês e com vocês! Assuntos é o que não faltará. Conto com todos, em especial a quem me deu esse choque de realidade!